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Bateria é parte orgânica da música

Wallace Simoura*

Em 20 de setembro é comemorado o dia do baterista, data importante que visa celebrar a importância deste músico que, muitas vezes, é injustiçado e deixado em segundo plano pelo público em geral. Afinal, qual a importância da bateria na música, principalmente no universo do rock? A bateria é elemento crucial na música, ela dita o ritmo e define o compasso a se seguir pela melodia, além de dar energia e identidade para as canções. João Paulo Villela Romão, baterista independente da cidade de Bragança Paulista, afirma que “o baterista é parte orgânica da música, é através dele que surge o sentimento, seja a cada batida de bumbo, de prato, pelas passagens ou até mesmo pela sua técnica e identidade própria”.

Além de toda a importância, a bateria já foi tocada por milhares de músicos ao longo dos anos. Dentre eles se destacam alguns nomes que revolucionaram o instrumento e são considerados referência até os dias de hoje. Neil Peart, do Rush, por exemplo, é considerado por muitos como o melhor baterista de todos os tempos, seja por toda sua técnica, talento e criatividade quanto pela sua imensa bateria composta por vários elementos. Outro revolucionário é o lendário baterista do Led Zeppelin, John Bonham. Ele tinha características que o marcavam: sua mão pesada, velocidade e groove marcante, elementos esses que podem ser percebidos na música Moby Dick, presente no segundo álbum da banda de 1969. No cenário do metal, podemos destacar o ex-baterista do Slayer, Dave Lombardo, é conhecido como “pai do bumbo duplo” e é reconhecido pela sua agressividade e habilidade no instrumento. Algumas menções honrosas são Keith Moon (The Who), Ginger Baker (Cream), Ringo Star (The Beatles), Mike Portnoy (Dream Theater, Avenged Sevenfold, Metal Allegiance, Sons of Apollo), Joey Jordison (Slipknot) e mais recentemente, Mario Duplantier (Gojira).

João Paulo Villela Romão durante uma de suas apresentações.

No Brasil temos vários exemplos de expoentes do instrumento. João Paulo destaca nomes como Max Kolesne, do Krisiun, músico conhecido por ser um dos mais brutais do instrumento e Eloy Casagrande, do Sepultura, um dos bateristas mais geniais e criativos do cenário atual. Além destes nomes, podemos citar o revolucionário Iggor Cavalera, conhecido principalmente por adicionar elementos tribais ao instrumento. Temos também exemplos como Luana Dametto da Crypta, Aquiles Priester, ex-Angra e atualmente tocando ao lado de Edu Falaschi, e o atual baterista do Angra, Bruno Valverde.

Um dos instrumentos mais antigos da história, inicialmente sendo composta apenas por tambores separados e tocada por diversas pessoas, a bateria foi introduzida nas bandas apenas no início do século XX, após serem inventados os suportes para caixa e os pedais para bumbo William F. Ludwing, em 1910. Desde então, a bateria tornou-se instrumento indispensável na música. Seja ela seu estilo, é sempre necessária a presença de um bom e criativo baterista para o sucesso das bandas.

Wallace Simoura é acadêmico do curso de Jornalismo da UNIFAAT.