Palmeiras é eliminado do Mundial
Por dentro do jogo
A reedição de uma partida entre Chelsea e Palmeiras aconteceu, mas quem acreditaria nisso ainda mais em um Mundial de Clubes? Pois bem, quis o destino colocar frente à frente o presente – quase passado, então – de Estêvão e seu futuro. Ali, dentre quatro linhas, diante de 90 minutos que mudariam, para ele, tudo.
Estêvão, enfim, estreou, fez a diferença que dele se espera. Mas nada sem antes ter que correr atrás junto com um Palmeiras que – perdido na marcação – permitiu um Chelsea sair em vantagem no placar: 1×0.
Após o gol, o Palmeiras começou a se equilibrar, ajustou a marcação e, em uma blitz, quase sem ângulo, a genialidade encontrou a oportunidade. Aquilo que chamariam de sorte se não tivesse partido dos pés de Estêvão. O gol de empate lançava luz sobre o atacante que desencantava e parecia querer começar a brilhar.
Mas, o empate não foi suficiente. O jogo perdeu qualidade, ficou brigado, truncado. Truculento. O Chelsea espetava, mas parecia errar o tempo exato da jogada. Do outro lado, o Palmeiras parecia aguardar a prorrogação, mais uma vez, porém não houve tempo.
Em uma ação pelo lado esquerdo do ataque inglês, cruzamento fraco, bola levemente desviada, mas com um Weverton um tanto desatento ou extremamente seguro, o que para goleiros pode ser o mesmo risco: gol e um banho de água fria a poucos minutos do fim.
Entreolharam-se, não entendiam o balançar de suas próprias redes, não fazia sentido com aquele simples cruzamento. Restariam, a partir dali, poucos minutos para um feito histórico. Mas de joelhos, o Palmeiras não levantaria mais, dando adeus ao sonho do Mundial.

Bruno Velasco
Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.
