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Trânsito – Ainda há muito o que se pensar e mudar

Melhorias em vias e em mãos de direção devem sem pensadas

O clima não é mais o mesmo. Os mais antigos diriam que “já não se faz mais frio como antes”, “nem mesmo o silêncio de hoje é igual”. Há muito tudo. A cidade, em pouco tempo, cresceu rápido demais. Deixou de ser um Oásis na visão de alguns, para ser uma espécie de Eldorado na visão de muitos. E, em ambas visões, um ponto coincide: o trânsito.

São tantos os condomínios a serem construídos, outros em ainda em fase de terraplanagem, loteamento. Tudo em constante mudança. Algumas torres de prédio vão surgindo, alterando a paisagem, aumentando a aglomeração de pessoas, de suas demandas e seus deslocamentos. E, para aquilo que antes talvez já demandasse um olhar mais cuidadoso, hoje, precisa ser olhado como necessidade.

Esperando no ponto – Ônibus parados e demanda crescente

O volume de novos carros – por conta dessa transformação comercial e urbana pela qual Atibaia vem passando – precisa ser estudado, sobretudo por conta do impacto no trânsito que proporciona, dentro de uma demanda mais alta para vias que não foram redesenhadas, adaptadas, para absorver esse novo volume mesmo foram de horários de pico.

A atual gestão da prefeitura herdou o desafio de reordenar o trânsito em diferentes eixos da cidade, tal como na Av. Flávio Pires de Camargo e seu entorno, na Av. Dona Gertrudes e suas paralelas, no corredor Al. Lucas x Av. Santana, no entroncamento da Av. São João x Av. Jerônimo de Camargo, no entorno do Ponto Final da Ressaca entre outros pontos em que a fluidez afeta a dinâmica do tráfego entre os bairros.

Dentro desse contexto, são muitas as mãos de direção que podem ser ajustadas em alguns trechos, ou mesmo na totalidade. São muitas as vias que podem assumir sentido único, além de outras que carecem de intervenção pública para adequações, com rotatórias ou mesmo semáforos capazes de permitir uma fluidez melhor.

Atibaia cresce a olhos nus. As suas demandas como uma cidade com maior concentração no núcleo urbano também. A disponibilidade de lojas e pontos comerciais novos cresceu. E é uma aposta dentro desse movimento. Na mesma mão de direção, unidades de apartamento (que antes era incomum) e casas de meio lote também surgem em maior número, adensando uma quantidade ainda maior de pessoas do que previsto anteriormente. Tudo vai se concentrando dentro do zoneamento, enquanto o trânsito precisa caminhar na contramão dessa lógica, ou mesmo ser trazido como ponto de inflexão para ajustar as zonas e suas permissões. O desafio não é pequeno, a demanda é grande. E uma solução estudada a muitas mãos é possível.

Bruno Velasco

Empresário com experiência no Segmento de Franquias e Gestão de Clientes Corporativos há mais de 25 anos. Multiprofissional formado em Comunicação com habilitação em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), com experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.