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McLarens perdem força e Verstappen vence

Na ponta dos dedos, a F1.

Monza foi o palco dessa última batalha, o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1 disputado neste domingo foi marcado pelo declínio da McLaren e pelo reencontro de Max Verstappen com a vitória. Com histórico de oito corridas sem chegar ao lugar mais alto do pódio, o holandês da Red Bull dominou a prova e, de quebra, deu vigor à equipe que após a troca de gestão parece ter, enfim, reencontrado o caminho do equilíbrio.

Aliás, equilibrada não foi a prova vencida por Max. Ou foi até a segunda volta apenas. Verstappen, que largou na ponta, controlou as investidas das equipes concorrentes e manteve o controle durante toda a corrida alcançando uma vitória importante em um dos circuitos mais emblemáticos da categoria. A consistência e o ritmo impostos com a estratégia adotada em Monza mostraram que a equipe austríaca segue com fôlego para disputar o campeonato até o fim, ao mesmo tempo em que mostra que – para além da estratégia – o carro evoluiu enquanto as McLarens patinaram.

Mas não foi só no pelotão da frente que houve novidades, Gabriel Bortoleto terminou em nono lugar, garantindo mais pontos no campeonato, enquanto seu companheiro precisou abandonar logo após a volta de apresentação. As Ferraris sofreram de formas distintas. A punição de Hamilton no último GP o fez perder 5 posições que reconquistou na pista, mas com uma estratégia questionada também por Leclerc com a parada de troca de pneus, ambos viram suas chances de pódio se reduzirem.

A Vitória de Max, a essa altura do campeonato, dá a tônica da renovação na categoria: enquanto Verstappen luta para se reafirmar, Russell e Leclerc perdem espaço para Bortoleto enquanto Kimi não consegue entregar o que se espera de sua Mercedez. Monza trouxe de volta um campeão. Enquanto isso, no retrovisor das colocações finais do GP, apenas Norris e Piastri sigam lutando mais abertamente pelo título. O improvável aconteceu. O imponderável ainda pode acontecer. Na F1 desse século, a cada corrida a história pode mudar. Será mesmo que o campeonato já acabou?

Bruno Velasco

Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), acompanha F1 desde 1986, possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.