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As lojas seguem vazias, os pontos caros. E a roda do comércio não se renova.

Qual a realidade de Atibaia nos dias atuais?

Existe algo que vai além de uma simples fala a respeito da situação econômica do país, é justamente, a questão econômica local que retrata o grau dos investimentos realizados na última década, seus frutos e os impactos percebidos na gestão do que pode ser uma bolha nos dias de hoje. Atibaia vive um inchaço, um progresso talvez forçado que não encontra ainda sustento no dia a dia. E com isso, resta uma pergunta, seremos herdeiros do que?

A cidade que foi empurrada para o desafio empreendedor investe em seus cidadãos para que saibam empreender. Mas, nada substituirá anos de falta de formação, de informação e de um ajuste que poderia ter sido feito na formação da mentalidade de cada morador. Nessa mesma ótica, a cidade, nos dias de hoje, parece desatenta ao que está construindo como legado. Prédios e condomínios se espalham em locais que não terão mais seus perfis anteriores mantidos.

A evolução é algo imparável, mas controlável. Pode e deve ser orientada de forma a não comprometer a qualidade de vida. A água que foi negligenciada por anos passou a ser prioridade. Contudo, organizar o espaço e tornar público as questões de ordenamento são importantes para que os moradores e empresários entendam bem o perfil do que pode acontecer. Enquanto isso, a falta de ordenamento, ou mesmo um ordenamento impreciso, permitem os excessos.

São inúmeras opções de lojas, salões e salas disponíveis há muitos meses. Uma inflação no preço que não garante a sobrevivência do comércio, este cada vez mais atacado e compelido pelas grandes redes que desembarcam na cidade. Um grande exemplo são as drogarias que tomaram a Al. Lucas e se espalham por outras áreas periféricas do centro.

Enquanto pequenos comerciantes fecham, outros agonizam e sobrevivem poucos – diante da capacidade de fomento que poderia existir. Ser comerciante em Atibaia é ver opções supervalorizadas e com pouca estrutura, é ver estruturas fechadas por meses para garantir o valor especulativo. É sobreviver ao tempo enquanto se busca soluções para que as contas fechem antes de o ponto encerrar a operação até por falta de mão-de-obra. É resistir enquanto as mudanças acontecem.

Bruno Velasco

Empresário com experiência no Segmento de Franquias e Gestão de Clientes Corporativos há mais de 25 anos. Multiprofissional formado em Comunicação com habilitação em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), com experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.