ArtigosCrônicaEsportesExclusivasNotícias

Um GP sem emoção

Na ponta dos dedos, a F1.

O GP desse fim de semana de mostrou muito mais do mesmo. Com uma classificação que permitia – praticamente – definir a ordem de chegada, Russell garantiu a primeira curva e liderou até a bandeirada final. Atrás, enquanto as McLarens, que perdem força de maneira assombrosa, Max mostrava que ainda pode ser um bom competidor e uma ameaça real ao título dos pilotos papaya que derretem nas pistas.

Apesar da celebração do Mundial de Construtores, não há muito o que se comemorar. Na pista, os pilotos colidiram mais uma vez na pista e, nos boxes, Piastri foi prejudicado pela equipe. E sem nenhuma tentativa de construção de compaixão, ficou fora da disputa por uma posição melhor na corrida. Ainda não se sabe se para sorte ou não de Lando que vê Max crescer no retrovisor enquanto sua equipe parece perder o fôlego e o diferencial.

Em uma comemoração de título antecipado, talvez não haja tempo para celebrar. É preciso melhorar muito para se devolver as McLarens ao lugar em que estavam. Mas não seriam só os ingleses, a equipe de Maranello também preciso reaprender a vencer. Lewis classificou melhor mas problemas com freios o fizeram cair quase para oitavo. Leclerc ficou à sua frente apenas por essa razão. Muito pouco para a equipe dos sonhos que não sabe ouvir nem extrair o melhor de um heptacampeão do mundo. Em um fim de semana em que nada foi como antes, apenas Max sorriu.

Bruno Velasco

Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), acompanha F1 desde 1986, possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.