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Até os bancos fugiram da Lucas

Uma bolha insustentável ou em transformação?

Tida como um dos corações financeiros da cidade, cartaz – muitas vezes – do desenvolvimento que a cidade apresenta nos últimos anos, a Alameda Professor Lucas Nogueira Garcez convive há algum tempo com seus dilemas. Sendo uma das portas de entrada para quem chega pela Fernão Dias, vindo pela Serrinha, os bairros nobres que a emolduram não conseguem oferecer a sustentação que o comércio e a região economicamente precisa.

Em constante transformação, ganhando em um das suas pontas um condomínio de alto padrão, a via é, ainda, o corredor mais famoso da cidade, atraindo turistas seja pela gastronomia a partir de hotéis e pousadas na região, ou mesmo por ser uma região com significado que não encontra mais sustento na realidade.

O valor das locações, mesmo com tantas lojas novas e outras vazias, não deixa de subir. Enquanto o metro quadrado vai ficando mais concorrido, em uma espécie de bolha imobiliária, os próprios bancos trabalham na contramão. Agências estão fechando na via e se concentrando no centro. Há quem diga que se trata do movimento da digitalização dos bancos, há quem afirme que o custo não compensa e, seguindo lógicas diferentes de RJ e SP, a região nobre fica sem agências por não haver demanda que justifique seu funcionamento.

Para uma Atibaia jovem, os próximos 360 anos precisam ser construídos hoje. Ou perderemos a chance de ver a pujança do desenvolvimento encontrar a oportunidade das ocasiões que teremos permitido. Por enquanto, a cidade caminha a passos largos para crescer, ainda sem ordem, ainda sem um propósito novo declarado.

Bruno Velasco

Empresário com experiência no Segmento de Franquias e Gestão de Clientes Corporativos há mais de 25 anos. Multiprofissional formado em Comunicação com habilitação em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), com experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.