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Palmeiras derrete e deixa Flamengo com mão na taça

Por dentro do jogo

O adversário do próximo fim de semana pode ser um algoz que deixará o Palmeiras sem nenhum título esse ano. Tendo perdido para o Corinthians o estadual e sem fôlego no Campeonato Brasileiro após empatar com Santos e Fluminense, o time que liderou por inúmeras rodadas, Palmeiras, repete o Botafogo de 2023 e cede espaço em momento crucial da competição.

Apesar de todo cenário adverso, no próximo sábado existe a possibilidade de reaver algum controle e demonstrar a força que se perdeu ao longo de 2025. O fato de o Flamengo poder já chegar campeão brasileiro para o confronto final da Libertadores tem peso sim. A derretida, a inconsistência, e tudo mais tem peso nas arquibancadas e entra no gramado jogando a favor do seu adversário.

Para um time tão competitivo, perder todas as competições que disputou, da forma que foi até agora, constrói um ambiente no qual o Abel não se sente confortável. Aliás, quem se sentiria? Entretanto, alguma mudança no calendário, que tem seu impacto na disponibilidade física dos atletas para a competição, só ocorrerá em 2026 muito por conta da Copa do Mundo.

Esperamos, muito, um calendário mais enxuto, com competições adequadas e que façam sentido. Sem sobreposições e prêmios de consolação. No Brasil anterior à mistura dos eliminados da Libertadores na Copa do Brasil, o calendário era melhor. A questão não é o estadual, muitos clubes dependem desse calendário e há muitas competições com forte nível técnico.

A questão, na verdade, é a quantidade de partidas no modo prêmio de consolação para equipes que não aproveitaram as grandes competições que disputaram. Não adianta tentar justificar o investimento aumentando uma quantidade de partidas, atrapalhando o mesmo investimento e o planejamento.

A chance de mesclar o Brasileiro com o Estadual tal como era feito à época das últimas edições do Torneio Rio-São Paulo é uma alternativa. Mas é preciso ter coragem para mexer e manter as mudanças. No futebol, nem tudo é sobre dinheiro, precisamos falar de desempenho sem pipocar diante dos assuntos que precisamos tratar.

Bruno Velasco

Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.