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A Nova Fórmula 1

Na ponta dos dedos, a F1.

A temporada 2026 da Fórmula 1 começou com a sensação de reestreia até mesmo para os mais experientes. Com novo regulamento técnico, considerado o mais profundo em alterações nas últimas décadas, o comportamento dos carros, a estratégia das equipes e, principalmente, a dinâmica das corridas mudaram. Mais leves, menores e com menor carga aerodinâmica, os monopostos deste ano foram projetados para favorecer disputas roda a roda, e a primeira prova do calendário confirmou a expectativa: mais ultrapassagens, mais erros e menos previsibilidade.

Logo na abertura da temporada, a surpresa veio da Ferrari. Mostrando competitividade acima do esperado, a equipe conseguiu ritmo forte com stints longos, apresentou soluções aerodinâmicas eficientes, além do novo conceito de asas móveis. O desempenho consistente colocou os carros de Maranello como um dos protagonistas desde a largada, ultrapassando com extrema eficiência e pressionando as favoritas em uma disputa que não se via há anos logo no início de campeonato.

Contudo, quem soube aproveitar melhor as oportunidades da corrida foi a Mercedes. Em uma prova marcada por estratégias diferentes, a equipe alemã aproveitou o momento em que rivais permaneceram na pista esperando uma janela melhor de pit stop e, com o Safety Car, trocaram os pneus. A decisão de antecipar a parada permitiu andar em pista limpa, além de contar com o fechamento dos boxes quando a rival não pôde efetuar a troca. A vantagem construída permitiu que a vitória fosse construída e administrada.

Se houve emoção na frente, também houve dificuldade para nomes fortes. Max Verstappen sofreu para manter ritmo constante desde a classificação quando bateu forte. As McLarens, competitivas nos últimos anos, ainda parecem buscar o acerto ideal para um carro que necessita de mais controle de energia e menos dependência aerodinâmica.

A primeira corrida de 2026 deixou claro que a nova F1 promete mais disputas, mesmo que isso não permita que se tire o máximo de cada carro. A imprevisibilidade entrou em jogo, chegamos a um campeonato aberto desde a primeira prova que Russell venceu.

Bruno Velasco

Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), acompanha F1 desde 1986, possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.

Foto: Divulgação/F1