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O GP além das curvas, a volta de Lewis Hamilton

Na ponta dos dedos, a F1.

O GP da China trouxe frustração para algumas equipes como a McLaren, manteve a Alpine em situação delicada e não permitiu que a Cadillac enfim tivesse um bom rendimento. O desempenho das Mercedes impressionou tanto quanto o de Lewis Hamilton. Com ritmo forte, apesar de problemas de potência, o 7 vezes campeão mostrou que tem muito a entregar ainda e ofereceu a Russell e Leclerc um desafio à altura dos bons tempos.

A corrida começou animada, com uma largada em que as Ferraris se colocaram à frente e Lewis ficou na ponta. Mesmo sob constante pressão, conseguiu se manter por muitas voltas até que o pacote da Mercedes fez diferença e sustentar não foi mais possível. A briga passou então a ser com seu companheiro de equipe. Charles tentou muitas vezes até conseguir. E ambos protagonizaram momentos brilhantes na pista dentro desse embate.

O Safety Car mudaria um pouco o rumo. Mas antes disso, Hamilton voltou ao P3 ao ultrapassar Leclerc e abriu vantagem. Na frente, Antonelli assumiu a ponta deixando Russell em segundo, o que fez com que as posições se mantivessem nas paradas para troca de pneus com o carro de segurança na pista.

Hamilton, dessa vez, teve prioridade. No pit stop duplo parou antes e não se comprometeu com as posições em pista. Voltando, apresentou ritmo para assegurar o pódio e fazer a festa da torcida italiana e ferrarista. No P1, Antonelli, após 20 anos, colocou a Itália novamente no topo. No P3, Hamilton com a Ferrari mostrando que está com o melhor do seu ritmo e com um carro ainda por desenvolver. O P2 de Russell foi apenas simbólico para uma festa que uniu a alegria de fãs de diferentes escuderias.

Bruno Velasco

Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), acompanha F1 desde 1986, possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.

Foto: Divulgação / Ferrari