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Palmeiras vence mas não convence

Por dentro do jogo

Entraram em campo, nesta quarta-feira, 23, no Maracanã, os Campeões da Copa Rio de 1951 e 1952, Palmeiras atuando como visitante, e Fluminense, respectivamente, sem serem capazes de entregar o desempenho tão elogiado na Copa do Mundo de Clubes há menos de 1 mês atrás. No duelo tão esperado, sorte melhor do Alviverde.

O primeiro tempo do jogo, que deveria ser de erro zero – segundo o técnico Renato Gaúcho, até foi movimento, tendo o gol Tricolor surgido após uma bola desviada no braço de um jogador da defesa Palmeirense. O lance resultou em penalidade máxima que Cano cobrou anotando 1×0 para os donos da casa. A leve superioridade nas ações contrastava, com pouca eficiência nas finalizações. Se não fosse o pênalti, o Fluminense teria passado em branco.

Mas no futebol tudo é capaz de mudar em fração de segundos. E mudou. Antes ainda do fim da primeira etapa, a única finalização do Palmeiras acontecia. Maurício cabeceou fraco, próximo à pequena área, e superou Fábio que não segurou uma bola lenta, fácil, que ganhou vida nas palmas de suas luvas e entrou no ângulo. Um gol que selou o fim da primeiro tempo e calava, parcialmente, o Maracanã.

O segundo tempo veio com ares decisivos e, assim, deveria ser para ambas equipes. E foi. Mais um erro Tricolor levando Renato Gaúcho ao desespero. Desta vez, Martinelli errou na saída de bola. Jogada que seria fácil. Erro infantil. Entregou um passe açucarado para Vitor Roque invadir a área e deixar à feição para marcar o gol da virada. Os donos da casa sentiram o golpe. Em menos de 20min, entre o fim do primeiro tempo e o segundo gol – no início da etapa final, o Fluminense ruía. E ficava de joelhos diante de um Palmeiras que crescia aproveitando as oportunidades que se ofereceram claras.

O volume dos donos da casa aumentou, era preciso reagir diante da torcida que de início apoiava. Mas não conseguiu nada que se traduzisse em oportunidades reais, tal como na primeira etapa, o pecado era a efetividade. Do outro lado, com um adversário mais exposto, o Palmeirense ficou mais à vontade, e, mesmo assim, não foi capaz de produzir nada que pudesse aproveitar os espaços e ampliar o placar. O jogo seguiu brigado, por vezes, distante da história que possuem. Nem da que alimentaram recentemente .

Em campo, já não são mais as equipes que jogaram o Mundial. Não fazem jus às campanhas de 2025, nem de 1951 e 1952. O futebol de ambas agremiações se perdeu em algum lugar à beira do caminho dos EUA para cá. Nesse momento, menos mal para o Palmeiras que venceu e segue somando pontos importantes em um campeonato de regularidade.

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

Bruno Velasco

Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.