Bragantino recupera as asas e atropela o Fluminense em casa
Por dentro do jogo
Aquela equipe que surgiu com encanto estava, de forma inexplicável, adormecida. Com um técnico com trabalho autoral e responsável pelo ressurgimento do bom futebol da equipe, o Massa Bruta jogou tal como se fosse uma música e desbancou gigantes do futebol nacional. Na tarde do dia 23, sábado, em Bragança Paulista, uma nova história precisava começar a ser escrita. E, assim, foi. Para além dos fatores extracampo como lesões, o time implodiu o Fluminense que perdeu de pouco. Um 4×2 irretocável? Nem tanto. Mas uma goleada convincente e contra um adversário que sequer conseguiu jogar enquanto o Braga não permitiu.
Os primeiros minutos foram avassaladores. Antes do minuto 1, John John fez o primeiro. Aos 3, Sasha após belo contra-ataque ampliou. Atônito, os Tricolores só conseguiriam efetivamente reagir aos 46min quando Hércules fez o primeiro do Flu. Inexplicavelmente, os donos da casa ‘tiraram o pé’ e permitiram algum domínio estéril dos visitantes. Havia o que ser corrigido. E foi.

A segunda etapa veio no mesmo ritmo frenético. Logo no início, o Braga ampliou para 3×1 mostrando a sua força novamente no início do segundo tempo. O Fluminense virou pura pressão. Assumiu terreno, mas permitiu que espaços fossem dados. Após um chute cruzado, Cleiton rebateu mal para um goleiro da categoria de que se espera dele. Alheio ao fato, gol do Fluminense de cobertura com o goleiro caído no chão.

O empate que poderia estar perto não aconteceu, os Cariocas davam espaço e atacavam de forma desorganizada. O Braga matou o jogo em um dos contragolpes que encaixou. Davi avançou em velocidade, invadiu a área e cavou diante de um Fábio que não entendia o apagão Tricolor naquela tarde. E houve tempo para mais. O Flu chutava a esmo, 21 finalizações que não denotaram a real capacidade de agredir o adversário. Enquanto o Red Bull quase fez o quinto gol em duas oportunidades. Quis o destino que o placar não fosse tão elástico e nem que a retomada não mascarasse os ajustes ainda necessários para a mudança de patamar do time. Em uma tarde inesquecível, o Bragantino volta ao G6 e mostra que seu lugar e mesmo após 9 partidas, sua posição não é ao acaso.

Bruno Velasco
Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.
