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Com a mão na taça

Na ponta dos dedos, a F1.

A F1 é amante do imprevisível. E 2025 tem sido um ano de reescritas memoráveis. A RBR perdeu seu posto de indomável, a McLaren de Lando também. Hamilton se vê cada vez mais desafiado por uma Ferrari que não entrega bem para nenhum dos dois pilotos. E a Mercedez só é lembrada como bom motor. A desconstrução foi grande. E segue caminhando para um novo início, o de Piastri.

Para além do momento novo a cada corrida, a pista de Zandvoort se mostrou outro desafio. Um circuito de alta velocidade, com curvas inclinadas e uma chuva fina que mudou o rumo da prova junto com os acionamentos do Safty Car. Mas nada que pusesse Piastri em risco. Largando na pole, posicionou-se bem e defendeu a posição junto ao seu companheiro e concorrente direto ao título, Lando Norris. Na mesma manobra, esteve bem posicionado para evitar um ataque fatal de Verstappen. Segurou-se na ponta? Não. Ele foi além, abriu vantagem e de segundo em segundo uma distância excelente capaz de manter seu P1 ao longo de toda a prova.

Se na classificação Lando ameaçava, atrás de Max perdeu tempo e não se mostrou capaz de ameaçar Oscar. E deu ainda mais vantagem ao companheiro quando sua McLaren parou com o motor quebrado. Verstappen herdava o segundo lugar de volta e Hadjar debutava no P3. Um pódio celebrado e inédito ao francês, enquanto Leclerc e Hamilton sequer completaram a prova em virtude de acidentes. Russell foi apenas o quarto colocado nessa prova que passa a determinar o início de um novo tempo da F1. Em tons de celebração, o ‘Oscar’ é de Piastri que segue com ampla vantagem na liderança e com a sorte e habilidade que os grandes campeões têm.

Bruno Velasco

Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), acompanha F1 desde 1986, possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.