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O Caos em forma de fim de semana de GP

Na ponta dos dedos, a F1.

Há muito tempo um fim de semana não se mostrava tão caótico. As escolhas do GP nessa época do ano com folhas nas pistas, trechos estreitos e um traçado de rua que é altamente questionável vide o tamanho dos carros atuais de F1, trouxeram ingredientes dignos de uma corrida de categoria amadora. O fim de semana foi ruim em geral, premiando os médios, a corrida, por consequência, perdeu seu brio. E apenas existiu, sem graça.

Toda promessa de emoção foi quebrada no primeiro momento, lá na classificação repleta de bandeiras vermelhas. Os favoritos se atrapalharam; bateram, erraram, não souberam arriscar com tantas variáveis. Apareceu bem quem se colocou mediano nos momentos decisivos. Tudo conspirou para uma corrida imprevisível.

A previsão do tempo falhou, a emoção também. Muita expectativa, pouco espetáculo. Ultrapassagens escassas, ritmo arrastado em trens de carros que não se superavam, pouquíssimas disputas de verdade. Entre acidentes e abandonos, uma corrida que se esvaziava na falta de senso e estratégia, nos erros. O vencedor, Max, foi apenas um detalhe. O melhor dos medianos com um carro que não se sabe se melhorou ou se as McLarens involuíram.

O GP de ontem não foi capaz de balizar nada. E por mais mérito que tenha, o TOP 3 pareceu mais beneficiado pelas falhas dos outros do que por seus próprios méritos. Com Russell e Sainz de volta ao pódio, a F1 se despede de um fim de semana improdutivo em que Piastri errou e seguiu tranquilo na liderança do campeonato.

Bruno Velasco

Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), acompanha F1 desde 1986, possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.