O título ainda pode estar escorrendo pelos dedos
Na ponta dos dedos, a F1.
A temporada de 2025 da Fórmula 1 parecia já ter dono. A McLaren, soberana, dominava com Oscar Piastri no comando e um Lando Norris competitivo o bastante para manter o espetáculo interno vivo. Mas bastaram algumas decisões estratégicas questionáveis para que a aparente estabilidade se transformasse em incerteza.
A verdade é que a McLaren se decidiu cedo demais quando ‘optou’ não se posicionar em prol de nenhum de seus pilotos. Tentando trazer Norris de volta, abriu mão – não só de valorizar seu maior ativo do ano, Piastri, como deixou de pavimentar o título que parecia certo. Se tivesse agido como uma equipe, soluções poderiam ter sido encontradas para encerrar um jejum que dura desde Hamilton em 2008. Entretanto, o efeito colateral das decisões “papaya” recolocou Max Verstappen na luta. Oscar, antes imbatível, perdeu fôlego nos bastidores das ingerências internas e cedeu espaço ao companheiro de equipe, abrindo caminho, também, para um holandês que, em terceiro, volta a ser o velho protagonista com fome de título.

A próxima etapa do campeonato desembarca em Interlagos, São Paulo, e traz muito mais pontos em disputa com a Corrida Sprint. O Brasil pode ser um grande divisor de águas de uma temporada aleatória da F1. Com sorte ou estratégia, a McLaren se vê às voltas com uma disputa interna que jura não interferir, mas interfere. De certo, todos se colocam a fazer contas, uns para conter danos, outros para vislumbrarem novos horizontes. Em um cenário ideal, Max pode alcançar 354 pontos e colocar fogo de vez no campeonato.
Bruno Velasco
Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), acompanha F1 desde 1986, possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.
