Norris é campeão
Na ponta dos dedos, a F1
A última etapa da temporada do Mundial de Fórmula 1 foi de muitas possibilidades, mas de pouca emoção no que diz respeito às mudanças de rumos na corrida. Com muita análise de estratégias e o apoio nos dados da temporada, poucas novidades ocorreram. E o traçado, com longas áreas de escape, não se mostrou desafiador o suficiente para uma decisão de campeonato.
Lando Norris, que chegou liderando o campeonato, iniciou a prova com um objetivo nítido de controlar a soma de pontos necessárias e evitou embates. Com ritmo, não precisou se expor. Piastri, se não fosse ordens de inversão na pista, teria tido até chances de brigar pelo título. Mas a McLaren frustrou seu piloto que por mais tempo liderou a competição em 2025. Com constância e jogando pelo resultado, os Papayas garantiram o título para Norris em uma corrida sem emoção.
Verstappen, enfim, vê seu reinado abalado e perde por apenas 2 pontos. Pontos que poderiam ter em mãos se não fossem punições. Para Max e Piastri, há um dissabor de perder com tantas possibilidades e diante de um Norris que não se mostrou tão eficiente. Se há uma equipe e piloto que sai fortalecido desse ano é a Red Bull com Verstappen. Mas nada que alente para um regulamento novo em 2026.
A linha de chegada que Lando Norris cruzou garantiu um título controverso, real em números, mas quase uma conquista dividida por pontos se comparássemos com o Box. A McLaren soube apagar seus pilotos e reacendeu o rival ao ponto de não permitir que o campeonato fosse resolvido no meio do ano, quase o perdendo na última corrida. É chegado o fim de mais um ciclo no regulamento. Em 2026, a vantagem é de quem conseguir entender, de novo, mais rápido.

Bruno Velasco
Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), acompanha F1 desde 1986, possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.
