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Saúde é bem-estar. E como estamos?

Observatório da Cidade.

Em um mundo de vivências apressadas, a pacata Atibaia parece não ter resistido. O trânsito mudou por conta do dito ‘progresso’. As filas passaram a existir e nem sempre em razão de uma busca por qualidade de serviço. E, sim, muitas vezes pela falta de opções devido à concorrência desleal que obrigaram muitos comércios a fecharam.

E o que isso tem a ver com saúde? Saúde, por definição, é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Mas desde que esse conceito foi adotado, ainda no século passado, em 1948, será que chegamos a ter saúde de verdade?

Nos dias de hoje em que nossas rotinas não comportam as horas disponíveis, a progresso cobra o preço da saúde que sequer detemos. Seja por questões físicas, o cansado das duplas ou triplas jornadas no trabalho e em casa roubam o físico e o mental. Os salários abaixo do piso também.

Socialmente, falimos como sociedade quando reduzimos o debate apenas à escala 6×1, descartando um dos maiores ativos de nossas empresas que é o trabalhador. Não olhamos para o tempo ocioso, os horários de baixo movimento, as possibilidades de intervalos melhor ajustados para almoço e descanso e perdemos o todo pela miopia.

É possível sim. Até lá, não teremos saúde. Nem mesmo algumas empresas.

Bruno Velasco

Empresário com experiência no Segmento de Franquias, 14 anos no Setor Imobiliário e Gestão de Clientes Corporativos há mais de 25 anos. Multiprofissional formado em Comunicação com habilitação em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), com experiência em palestras, documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.