Nossos corruptos nos representam sim
Observatório da Cidade.
Era uma vez um Brasil que não tinha noção e sequer conhecimento das coisas que aconteciam. E, de repente, tudo se fez conhecer. Informação, notícia, conhecimento, estudos. Aquilo que poderia ser a pujança, o desenvolvimento também criou um abismo. Passamos a cobrar do outro aquilo que não somos. E passamos a defender exatamente aquilo que preterimos.
Ao estacionarmos em local inadequado, roubamos do outro o direito de uso correto. Mas ao avistar o guarda, queremos conversar, contemporizar. Nas filas dos bancos, na fila do atendimento, a nossa não urgência é que precisa ser atendida. Da Santa Casa à fila do pão, nos aproveitamos das oportunidades que enxergamos. Mas deixamos de lado o direito.
O Brasil que vai às urnas é um país que enxerga, sobretudo o erro, mas em vez de repelir questiona o do outro para que este pareça mais errado. Em tempos de excesso de dados e com muito pouca informação de verdade, o país padece de realidade.
O discurso ideal foi sequestrado pela mácula de quem pode parecer ser. O um contra o outro prevalece em vez de propostas reais que possam demonstrar aquilo que é ser governo ou não. Não basta mais prometer o que é direito, nem alegar querer ser honesto. O Brasil precisa, com urgência, de fatos que demonstrem no dia a dia o político que você e eu queremos em todas as instâncias, sem gourmetização, sem que sejam instagramáveis. Que sejam reais e que não transformem em legal o pior que existe em cada um de nós.

Bruno Velasco
Empresário com experiência no Segmento de Franquias, 14 anos no Setor Imobiliário e Gestão de Clientes Corporativos há mais de 25 anos. Multiprofissional formado em Comunicação com habilitação em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), com experiência em palestras, documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.
Foto capa: Fernando Frazão/Agência Brasil
