Um GP além da conta: Silverstone
Na ponta dos dedos, a F1.
A história foi quase a mesma de sempre. As McLarens confirmaram o domínio e a Ferrari com Hamilton foi quem mais se destacou no fim de semana. Norris venceu em casa para delírio da torcida que impôs novo recorde de público no autódromo. Piastri, por sua vez, chegou em segundo e manteve a liderança do campeonato – agora – com menor folga para seu companheiro de equipe. Entretanto, a grande novidade foi Hulkenberg que conquistou o 3º lugar e levou a Sauber ao seu primeiro pódio em muitos anos.
Quanto à corrida, a volta de apresentação foi atrás do Safety Car – que por sinal entrou diversas vezes ao longo da etapa – contudo a largada foi no rito normal. Max saiu em primeiro, mas não se sustentou. Oscar Piastri chegou a liderar boa parte da prova, mas perdeu a posição em uma troca de pneus associada a uma penalidade de 10 segundos. Freou bruscamente durante uma das muitas entradas do Safety Car e foi punido. Verstappen, que surpreendeu no sábado, foi a decepção. Sofreu com a escolha de menor carga aerodinâmica para garantir a pole na classificação, porém as escolhas tornavam o carro quase ingovernável sob pista molhada. Errou, rodou e perdeu muitas posições.
O grande feito do dia foi protagonizado por Nico Hulkenberg, da Sauber. Largando da 19ª posição, terminou em terceiro – em meio às constantes trocas de pneus e momentos de chuva – e, com estratégia e habilidade, conquistou seu primeiro pódio na Fórmula 1 após 238 corridas. Tornou-se o piloto mais velho, aos 37 anos, a subir ao pódio pela primeira vez desde 1973. Além disso, conquistou o primeiro pódio da equipe Sauber desde 2012 e a maior escalada de posições da história da equipe que ao fim do ano muda de nome e de dono.
Outro grande destaque da prova foi o britânico Lewis Hamilton, que terminou em quarto com sua Ferrari após boas ultrapassagens, enquanto seu companheiro de equipe – que se classificou uma posição atrás – Charles Leclerc ficou fora do top 5, assim como a Mercedes de George Russell apenas em décimo. Agora, a Fórmula 1 descansa por duas semanas antes das etapas na Bélgica e Hungria, com o campeonato se mantendo aberto e cada vez mais imprevisível.

Bruno Velasco
Formado em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), acompanha F1 desde 1986, possui experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.
