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Grandes marcas também morrem em Atibaia

Observatório da Cidade

Observamos nos últimos dias a cidade se despedir de duas grandes marcas, lojas, empreendimentos que deixaram de atender na cidade. Nos últimos meses, ao menos três deixaram de operar e engrossaram a fila da falta de sucesso momentâneo do empreendedorismo na cidade. É preciso discernimento e sobriedade para tratarmos esse assunto com o cuidado que ele merece.

A questão a se abordar passa longe de gestão financeira. Mas toca a realidade em gestão de equipes, gestão de pessoas e expectativas. A realidade de boa parte das empresas em Atibaia é subcontratar. Sub remunerando. Subvertendo a ordem e fazendo com que muitos precisem se envolver com mais atividades do que deveriam ou precisariam.

Em um modo operante que deseja apenas o retorno, ‘não fazer brilhar os olhos de quem alimenta o gado’ se mostra um preço alto que muitos seguem desejando pagar. O preço é a rotatividade. A confusão entre segmentos. O cansaço dos que querem, o desamino do despercebido.

E não por falta de ações e de interesse público essa realidade muda. A questão é posicional, patronal. A política do ‘enquanto estiver bom’ faz o futuro e a realidade de Atibaia migrarem para outros centros. E essa falta de mão-de-obra básica, sem contar a especializada, é que afeta diversos comércios na cidade. Até as grandes marcas.

Onde não se vê futuro, deixou de ser vista, também, a mão-de-obra.

Bruno Velasco

Empresário com experiência no Segmento de Franquias, 14 anos no Setor Imobiliário e Gestão de Clientes Corporativos há mais de 25 anos. Multiprofissional formado em Comunicação com habilitação em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), com experiência em documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.