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No tatame do Rio, jiu-jítsu de Atibaia mostra a força que nasceu no Caetetuba

Atletas da Liga Jiu-Jitsu Atibaia disputaram o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu Sem Quimono, enquanto Yasmin e Mariana garantiram presença no pódio em diferentes categorias

Há pouco mais de uma semana, o tatame do Complexo Santa Clara, no Caetetuba, estava ocupado por crianças e adolescentes que treinavam movimentos, repetiam posições e aprendiam, entre uma luta e outra, que no jiu-jítsu ninguém evolui sozinho. No último fim de semana, parte desses jovens deixou o bairro e foi parar no Rio de Janeiro. O destino foi o Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, onde aconteceu, no dia 13 de setembro, o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu Sem Quimono para atletas de 4 a 15 anos, organizado pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ).

O evento reuniu a nova geração da modalidade em uma das principais competições nacionais da categoria.Entre eles estavam atletas da Liga Jiu-Jitsu Atibaia, treinados no Complexo Santa Clara sob a orientação dos mestres César Gianneschi e Paulo Rodrigues e acompanhados pelos professores Clayton França e Andresa Claro. E o tatame do Rio trouxe de volta algumas histórias que começaram muito mais perto de casa.

Yasmin foi um dos destaques da equipe. Conquistou a medalha de ouro na categoria sem quimono, tornando-se campeã brasileira. A atleta fez três lutas duras e foi para a final. Lembrando que este é o campeonato mais importante do país e estavam presentes as melhores equipes do Brasil e do mundo. Mariana também subiu ao pódio duas vezes. Foi vice-campeã no sem quimono. São resultados que ajudam a dimensionar o caminho percorrido por essas meninas. Antes do pódio, houve treino, repartição, houve um tatame no bairro, professores voluntários e uma rede de pessoas que ajuda a tornar possível a participação dos atletas. É uma história que se repete entre os alunos do projeto Jiu Jitsu “Transformando Vidas”, que reúne mais de 70 crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos, (Link) iniciativa que nasceu na comunidade e consegue colocar seus atletas diante de algumas das principais equipes do país.

O Brasileiro de Jiu-Jitsu Sem Quimono para crianças e adolescentes foi disputado exclusivamente na modalidade No-Gi, sem o tradicional quimono. O campeonato integra o calendário oficial da CBJJ, que mantém em sua página de resultados a edição de 2026 da competição. O fim de semana no Rio reuniu ainda o Campeonato Sul-Americano de Jiu-Jitsu No-Gi, disputado nos dias 11 e 12 de setembro no mesmo Centro Esportivo Miécimo da Silva, concentrando durante três dias competições de diferentes categorias da modalidade.

Para quem acompanha o trabalho realizado no Caetetuba, a viagem ao Rio de Janeiro é mais do que a participação em campeonato. É a continuidade de uma história que começou muito antes de os atletas vestirem o quimono ou entrarem no tatame de uma competição nacional. E que merece uma boa comemoração.

Transformando Vidas: de Caetetuba para o mundo