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Na Copa, perdemos do mesmo jeito que votamos

Observatório da Cidade.

Há quem diga que existam coisas que não se misturam. Mas Copa do Mundo e Futebol tem se mostrado uma mistura interessante a muitos, ideal há anos. E, neste domingo, a Seleção Brasileira de Futebol perdeu da mesma forma que nós brasileiros votamos. Sem critério algum. Se antes acompanhávamos as escalações, os times na fase de eliminatórias, na convocação escolhemos as mazelas e o antigo que foi superado.

O Brasil que perdeu em campo é um retrato fiel da ‘Pátria de Chuteiras’ que escolhe o incômodo que o desconforto de melhorar e entregar mais. O selecionado poderia muito mais se mantivesse o ciclo do último ano, mas acabou conquistando meia vitória que era apenas a classificação para a Copa.

Quando o jogo iria começar de verdade, a velha política aconteceu. Nomes de confiança se mostraram improdutivos. Jogar bola virou apenas apelo em mídias sociais. O passado que não servia mais, não cabia mais, foi aclamado de forma incompreensível. E foi atendido. E o resultado se sabe hoje.

Quando o líder perde a chance de liderar, os algozes da velha política se levantam de novo. O que já não cabe mais ganha força e faz apelos, convencem muitos que o que está bom não presta. A ilusão que se quer se faz realidade para alguns, o voto muda. E o resultado é a derrota. E nem sempre é só sobre o futebol.

Bruno Velasco

Empresário com experiência no Segmento de Franquias, 14 anos no Setor Imobiliário e Gestão de Clientes Corporativos há mais de 25 anos. Multiprofissional formado em Comunicação com habilitação em Jornalismo pela UVA – Universidade Veiga de Almeida (RJ), com experiência em palestras, documentário, fotografia, rádio e produção de conteúdo pela Agência ZeroUm, SP.