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Lapidando o Futuro da Lusa: Uma Conversa com Murilo Balbino, Técnico do Sub-20 da Portuguesa SAF

Mario C. Gonçalves

​Conhecida historicamente como um dos maiores celeiros de talentos do futebol brasileiro, a Associação Portuguesa de Desportos vive um momento de reestruturação e foco estratégico em suas categorias de base.

No centro dessa engrenagem está a equipe Sub-20, comandada pelo técnico Murilo Balbino. ​No clube desde o ano passado, Murilo tem a missão de capitanear a única categoria de formação ativa da Lusa neste momento, servindo como uma ponte direta e alinhada com o elenco profissional. Nesta entrevista, o treinador compartilha o orgulho de fazer parte deste legado, detalha como funciona o processo de transição dos jovens atletas para o time principal e analisa o desafio temporário de mandar seus jogos na cidade de Atibaia.

A Portuguesa tem uma história vitoriosa e de revelar grandes atletas nas categoriasde base. Qual é a sensação de estar nesse projeto e qual é a importância para sua carreira?

R:. É motivo de muito orgulho fazer parte deste projeto. A Portuguesa é reconhecida nacionalmente como um dos grandes celeiros de formação de atletas, com uma história muito rica na revelação de talentos. Poder contribuir para esse legado é uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma enorme satisfação. Estou no clube desde o ano passado e tenho muito orgulho de participar da formação desses jovens e de ver alguns deles já tendo oportunidade na equipe principal.

Murilo, conta um pouco para a gente sobre o projeto das categorias de base e como tem sido desenhada essa sequência de desenvolvimento dos atletas da Lusa?

R: Hoje a Portuguesa conta apenas com a categoria Sub-20, que tem um papel estratégico dentro do clube. Nosso principal objetivo é preparar atletas para abastecer a equipe profissional, oferecendo um ambiente de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, estamos atentos ao mercado para identificar oportunidades que possam elevar o nível do nosso elenco e tornar o processo de formação ainda mais competitivo. Outro ponto muito importante é a proximidade que temos com o departamento profissional. Existe um alinhamento muito grande entre as comissões, o que facilita a transição dos atletas e faz com que eles entendam desde cedo o que será exigido quando receberem uma oportunidade na equipe principal.

Como você avalia os jogos sendo realizados em Atibaia nesta temporada?

R: Sem dúvida, o Canindé é a nossa casa. É onde a Portuguesa construiu sua história e onde temos o maior prazer em jogar. Além disso, atuar no Canindé ajuda a preparar nossos atletas para o momento em que tiverem a oportunidade de defender a equipe profissional naquele ambiente. No entanto, diante da impossibilidade de jogarmos lá neste momento, estamos muito satisfeitos com a acolhida que recebemos em Atibaia. Esperamos representar bem a Portuguesa enquanto estivermos atuando na cidade e se possível, agregar novos admiradores para nossa instituição.