Thais projeta o futuro do futebol feminino da Portuguesa e a adaptação a Atibaia
Mario C. Gonçalves
Pioneira e historicamente vitoriosa no cenário nacional, a Associação Portuguesa de Desportos vive um momento de reconstrução e planejamento estruturado em seu departamento de futebol feminino. Sob a liderança de Thais, o clube busca consolidar as bases para o futuro da modalidade, equilibrando os desafios de curto prazo no Campeonato Paulista Sub-20 com uma visão ambiciosa para os próximos anos.
Nesta entrevista exclusiva do Correio de Atibaia, a profissional detalha o processo de reestruturação das categorias de base, analisa o impacto logístico e técnico da mudança do mando de campo para o Estádio Salvador Russani, em Atibaia, e projeta os próximos passos para que a Lusa volte a ocupar o topo do futebol feminino brasileiro.
Thais, conta um pouco para a gente sobre o projeto das categorias de base e como tem sido desenhada essa sequência de desenvolvimento do futebol feminino aqui na Portuguesa?
R: O projeto das categorias assim como o futebol feminino, está se reestruturando, com a ideia de fortalecer as categorias já existentes em curtos, médio e longo prazo, e é isso que está sendo feito aqui na Portuguesa. Hoje possuímos apenas o time sub-20 na categoria com um elenco competitivo, ocupando a 6ª colocação do grupo e seguimos em busca do nosso principal objetivo da temporada no Paulistão que é a classificação para a próxima fase.
Como você avalia a mudança do mando de campo para Atibaia nesta temporada? De que maneira essa nova rotina e estrutura ajuda o rendimento e a preparação do elenco?
R: Antes de tudo, uma mudança de mando de campo exige ainda mais atenção à logística em todas as áreas, para evitar possíveis atrasos ou imprevistos. Felizmente, todos estão alinhados e o planejamento tem seguido bem.
Conseguimos nos adaptar ao Salvador Russani e, como sempre digo para as meninas, ele é a nossa casa. Precisamos tratá-lo como tal, fazendo dele um ambiente onde nos sentimos confortáveis e fortes para buscar os nossos objetivos.
A Portuguesa tem uma história vitoriosa no futebol feminino brasileiro. Qual é a sensação de liderar esse projeto e qual você enxerga ser o maior desafio pensando a longo prazo?
R: A Portuguesa é um dos clubes pioneiros do Futebol Feminino no país, sabemos da grande responsabilidade em dar continuidade nesse legado, é uma sensação de honra de estar vestindo essa camisa, mas consciente dos nossos deveres. Vejo ser um grande desafio em muitos clubes, de montar, estruturar e consolidar um departamento de futebol feminino, com todos os requisitos necessários a modalidade. Digo ser um desafio pois exige e requer muitas coisas: captação de verba para investimentos, espaço para as estruturas e materiais, etc. Mas vejo que a Portuguesa tem cada vez mais, um olhar para o Futebol Feminino, e tem a modalidade em seus planos.
